01 de abril de 2016
O Globo
Manchete : Dilma tem dia de defesa nas ruas e no Congresso
Atos pró-governo reúnem milhares em todos os estados e no DF
Ministro da Fazenda e professor de Direito dizem que ‘pedaladas’ e decretos para liberar verbas não são base legal para afastamento; ao lado de artistas, presidente comparou clima de intolerância ao nazismo
Atos contra o impeachment da presidente Dilma, organizados por CUT, MST e outros movimentos sociais, levaram ao menos 149 mil pessoas às ruas nas capitais ontem, segundo cálculos oficiais. Na comissão do impeachment, na Câmara, o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, afirmou que não há base legal para o impedimento, argumentando que as “pedaladas” fiscais não constituem crime porque não eram vedadas pelo TCU à época. Também em defesa de Dilma, o professor de Direito Ricardo Lodi Ribeiro disse que não há crime de responsabilidade e que, por isso, o Parlamento “não está autorizado” a encerrar o mandato dela. No Planalto, a petista recebeu o apoio de artistas e comparou o clima de intolerância política no país ao nazismo: “Primeiro você bota uma estrela no peito e diz: é judeu. Depois você bota no campo de concentração.” (Págs. 3 a 6)
Ministro da Fazenda e professor de Direito dizem que ‘pedaladas’ e decretos para liberar verbas não são base legal para afastamento; ao lado de artistas, presidente comparou clima de intolerância ao nazismo
Atos contra o impeachment da presidente Dilma, organizados por CUT, MST e outros movimentos sociais, levaram ao menos 149 mil pessoas às ruas nas capitais ontem, segundo cálculos oficiais. Na comissão do impeachment, na Câmara, o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, afirmou que não há base legal para o impedimento, argumentando que as “pedaladas” fiscais não constituem crime porque não eram vedadas pelo TCU à época. Também em defesa de Dilma, o professor de Direito Ricardo Lodi Ribeiro disse que não há crime de responsabilidade e que, por isso, o Parlamento “não está autorizado” a encerrar o mandato dela. No Planalto, a petista recebeu o apoio de artistas e comparou o clima de intolerância política no país ao nazismo: “Primeiro você bota uma estrela no peito e diz: é judeu. Depois você bota no campo de concentração.” (Págs. 3 a 6)
Indicados do PMDB são demitidos
Em
resposta ao rompimento do PMDB, a presidente Dilma exonerou dois
diretores de órgãos da Agricultura e da Integração indicados pelo
partido. (Pág. 6)
Lula agora recorre a Jader Barbalho (Pág. 6)
STF mantém inquéritos de Lula na Corte
Por
8 votos a 2, o STF manteve decisão do ministro Teori Zavascki que
mandou o juiz Sérgio Moro enviar para a Corte todas as investigações
sobre o ex-presidente Lula, por considerar que os grampos contêm
diálogos do petista com autoridades com foro privilegiado, como a
presidente Dilma. (Pág. 10)
Temer e FH falam em blindar Lava-Jato
O
vice Michel Temer disse que jamais interferiria na Lava-Jato. Também o
ex-presidente FH afirmou que acordo não pode ameaçar a investigação.
(Pág. 11)
‘Meu Deus! Essa é a nossa alternativa’
Sem
saber que estava sendo gravado, o ministro do STF Luís Roberto Barroso
criticou o PMDB e a crise política: “Meu Deus do céu, essa é a nossa
alternativa de poder”, disse, referindo-se aos líderes peemedebistas.
(Pág. 7)
Crise na Saúde do Rio - Corte nas UPAs pode superar 50%
Relatório
detalha um drástico corte de 38% nos gastos com UPAs e 13 hospitais do
estado, reduzindo de R$ 240 milhões para R$ 148 milhões as despesas
mensais. Nas UPAs, que passarão a ter um teto de R$ 1 milhão por mês, o
impacto é grande: a de Botafogo gasta R$ 2 milhões mensais, revela MARIA
ELISA ALVES. (Pág. 12)
Estudo mapeia o vírus zika em 3D
Primeiro
retrato tridimensional em alta resolução pode revelar os pontos fracos
do vírus zika e acelerar o desenvolvimento de vacina e remédios contra a
doença, revela ANA LUCIA AZEVEDO. (Pág. 13)
Baixa nas empresas - Perdas chegam a R$ 94 bilhões
A
forte queda das commodities e a recessão levaram grandes empresas
brasileiras a reavaliar o valor dos seus ativos e registrar perda
contábil de R$ 94 bilhões em 2015. Ao reconhecer as perdas, as empresas
pagam menos impostos. (Pág. 21)
Preço do gás cai 2,65% em maio
O
preço do gás natural vai cair 2,65% no Rio a partir de 1º de maio. A
CEG vai repassar uma redução nas tarifas feita pela Petrobras. No caso
do GNV, usado nos veículos, o valor será 4,93% menor. (Pág. 26)
Bolsa tem maior alta desde 2002
Com
o avanço do processo de impeachment, a Bolsa de Valores de São Paulo
subiu 16,97% em março, no melhor mês desde outubro de 2002. O dólar caiu
10,16% em março e fechou a R$ 3,597. (Pág. 22)
Colunistas
MERVAL PEREIRA - PMDB precisa se reinventar para não repetir erros (Pág. 4)
MÍRIAM LEITÃO - Barbosa fugiu dos fatos ao defender o governo (Pág. 22)
ILIMAR FRANCO - Lula tem buscado apoio em antigos aliados (Pág. 2)
NELSON MOTTA - Se impeachment é constitucional, não é golpe (Pág. 19)
JOSÉ PAULO KUPFER - Recuperação segura só virá após eleição de 2018 (Pág. 19)
PAULO N. BATISTA JR. - Sem base legal, afastamento vai ser golpe (Pág. 19)
MÍRIAM LEITÃO - Barbosa fugiu dos fatos ao defender o governo (Pág. 22)
ILIMAR FRANCO - Lula tem buscado apoio em antigos aliados (Pág. 2)
NELSON MOTTA - Se impeachment é constitucional, não é golpe (Pág. 19)
JOSÉ PAULO KUPFER - Recuperação segura só virá após eleição de 2018 (Pág. 19)
PAULO N. BATISTA JR. - Sem base legal, afastamento vai ser golpe (Pág. 19)
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O Estado de S. Paulo
Manchete : Ministro do Supremo critica perspectiva de PMDB no poder
‘Meu Deus do céu! Essa é nossa alternativa de poder’, disse Luís Barroso ao tratar de impeachment
Em meio à discussão do impeachment da presidente Dilma Rousseff, o ministro do STF Luís Roberto Barroso comentou a possibilidade de o PMDB assumir o poder. “Quando o jornal exibia que o PMDB desembarcou do governo e mostrava as pessoas que erguiam as mãos, eu olhei e pensei: ‘Meu Deus do céu! Essa é a nossa alternativa de poder’. Não vou fulanizar, mas quem viu a foto sabe do que estou falando”, disse. A declaração foi feita durante conversa no tribunal. Barroso não sabia que o encontro estava sendo transmitido pelo sistema interno de TV. Na foto do momento em que é selado o desembarque do PMDB do governo, aparecem o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (RJ), o ex-ministro Eliseu Padilha e o senador Romero Jucá (RR). Na conversa, Barroso afirmou que o problema do País é a “falta de alternativa” política: “Não tem para onde correr. Isso é um desastre”. (Política A5)
Eliane Cantanhêde
O preço dos parlamentares do “centrão” e do “centrinho” dispara. Dilma Rousseff transforma o governo em feira e está nas mãos dos mais fisiológicos (Pág. 6)
Em meio à discussão do impeachment da presidente Dilma Rousseff, o ministro do STF Luís Roberto Barroso comentou a possibilidade de o PMDB assumir o poder. “Quando o jornal exibia que o PMDB desembarcou do governo e mostrava as pessoas que erguiam as mãos, eu olhei e pensei: ‘Meu Deus do céu! Essa é a nossa alternativa de poder’. Não vou fulanizar, mas quem viu a foto sabe do que estou falando”, disse. A declaração foi feita durante conversa no tribunal. Barroso não sabia que o encontro estava sendo transmitido pelo sistema interno de TV. Na foto do momento em que é selado o desembarque do PMDB do governo, aparecem o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (RJ), o ex-ministro Eliseu Padilha e o senador Romero Jucá (RR). Na conversa, Barroso afirmou que o problema do País é a “falta de alternativa” política: “Não tem para onde correr. Isso é um desastre”. (Política A5)
Eliane Cantanhêde
O preço dos parlamentares do “centrão” e do “centrinho” dispara. Dilma Rousseff transforma o governo em feira e está nas mãos dos mais fisiológicos (Pág. 6)
STF confirma liminar de Teori e investigação sobre Lula fica na Corte
Com
críticas à atuação do juiz Sérgio Moro, o STF confirmou, por 8 votos a
2, liminar do ministro Teori Zavascki que ordenou a remessa à Corte das
interceptações telefônicas do ex-presidente Lula e de todas as
investigações ligadas ao petista. A decisão de Moro de dar publicidade
aos áudios de Lula obtidos nas investigações da Lava Jato foi alvo de
censura por integrantes do STF. Teori disse ainda que será difícil
confirmar a validade dos grampos em que Lula conversa com a presidente
Dilma Rousseff. (Política A4)
PF indicia Gleisi e Paulo Bernardo por corrupção
Com
base em investigações da Lava Jato, a Polícia Federal indiciou a
senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e o ex-ministro Paulo Bernardo por
corrupção passiva ao concluir que o casal recebeu R$ 1 milhão de propina
de contratos da Petrobrás. Gleisi teria recebido o valor na campanha de
2010 ao Senado. Paulo Bernardo teria solicitado a quantia ao doleiro
Alberto Youssef ou a Paulo Roberto Costa para custear a campanha. Ambos
negam irregularidades. (Política A9)
Temer nega que vá interferir na Lava Jato
O
vice-presidente da República, Michel Temer, negou, em mensagem no
Twitter, que esteja negociando cargos para formar novo governo. Ele
também negou interferência na Justiça, em referência a uma suposta
articulação contra a Lava Jato. “Isso eu jamais faria.” (Política A6)
Parecer do TCU vê atos irregulares de Dilma em 2015
Análise
de técnicos do Tribunal de Contas da União (TCU) aponta “relevantes
indícios de irregularidades” em decretos da presidente Dilma Rousseff
abrindo créditos de R$ 95 bilhões no Orçamento de 2015. Essas operações
embasam o pedido de impeachment no Congresso. (Política A7)
Foto-legenda : Pró-Dilma e contra Temer
Grupos
contrários ao impeachment de Dilma Rousseff protestaram ontem pelo País
e criticaram o vice Michel Temer. Na Praça da Sé, ato reuniu 18 mil,
segundo a PM. (Política A8)
'Cunha está à altura de Lula'
Entrevista. Roberto Jefferson, EX-DEPUTADO
Protagonista do mensalão diz a Luciana Nunes Leal que Cunha é o “bandido” de quem mais gosta porque tem “a mesma qualidade moral” de Lula. (Pág. A10)
Protagonista do mensalão diz a Luciana Nunes Leal que Cunha é o “bandido” de quem mais gosta porque tem “a mesma qualidade moral” de Lula. (Pág. A10)
Clínicas têm lista de espera para vacina contra o H1N1
Com
o surto do vírus H1N1 no Estado de São Paulo, clínicas da capital não
dão conta da demanda por imunização contra a gripe. De 21
estabelecimentos consultados por telefone pelo Estado, apenas cinco
atenderam e um, no Brooklin, tinha vacinas disponíveis. Em uma unidade
na zona sul, a lista de espera ganhou 770 nomes em menos de dois dias. O
produto está em falta em dezenas de clínicas. A dose da vacina custa R$
110. (Metrópole A14)
China dita regrasem negócio da Petrobrás
Em
negócio com a China, sua principal financiadora, a Petrobrás se
comprometeu em 2015 a comprar equipamentos e serviços chineses,
desbancando a indústria nacional. (Economia B1)
Sérgio Fausto
Dá
para sair dessa? - Há muito a ser feito no plano das instituições. Não
menos importante é fazer a sociedade recuperar a razoabilidade do debate
político. (Espaço Aberto A2)
Notas&Informações
Os vendilhões do Planalto - Dilma depende de que parlamentares venais fiquem satisfeitos com o tráfico de consciência (A3)
O mal que Cunha faz - Cabe às forças democratas preservar o Congresso para que seus atos sejam aceitos pelo povo (A3)
O mal que Cunha faz - Cabe às forças democratas preservar o Congresso para que seus atos sejam aceitos pelo povo (A3)
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Folha de S. Paulo
Manchete : Odebrecht vai vender bens para captar R$ 12 bilhões
Valor é para ‘atravessar o furacão’ que inclui Lava Jato, diz presidente do grupo
Envolvida em acusações de corrupção na Lava Jato e com dívidas de R$ 90 bilhões, a Odebrecht aposta em um pacote de venda de bens para tentar arrecadar R$ 12 bilhões neste ano. “Com o aperto monetário, a contração de crédito e a Lava Jato, iniciamos um programa de alienação de ativos”, afirmou Newton de Souza, presidente do grupo Odebrecht, em entrevista a David Friedlander e Ana Estela de Sousa Pinto. O plano de arrecadação inclui a venda de ativos no Peru, em Angola e no Rio Grande do Sul. “Achamos que esse valor nos dará tranquilidade para atravessar o furacão”, disse o executivo. Ele assumiu em junho de 2015, após a prisão de Marcelo Odebrecht, então presidente da empreiteira. Seu antecessor foi condenado a 19 anos de prisão pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e integrar organização criminosa. Souza disse que os acordos de delação (de executivos) e de leniência (da companhia) podem ajudar a “criar as bases para um novo ciclo” de atividades. O quarto maior conglomerado privado do país já demitiu 70 mil dos quase 190 mil funcionários. A receita, porém, cresceu no ano passado por causa do câmbio, de R$ 107 bilhões em 2014 para R$ 130 bilhões. (Mercado a17)
Envolvida em acusações de corrupção na Lava Jato e com dívidas de R$ 90 bilhões, a Odebrecht aposta em um pacote de venda de bens para tentar arrecadar R$ 12 bilhões neste ano. “Com o aperto monetário, a contração de crédito e a Lava Jato, iniciamos um programa de alienação de ativos”, afirmou Newton de Souza, presidente do grupo Odebrecht, em entrevista a David Friedlander e Ana Estela de Sousa Pinto. O plano de arrecadação inclui a venda de ativos no Peru, em Angola e no Rio Grande do Sul. “Achamos que esse valor nos dará tranquilidade para atravessar o furacão”, disse o executivo. Ele assumiu em junho de 2015, após a prisão de Marcelo Odebrecht, então presidente da empreiteira. Seu antecessor foi condenado a 19 anos de prisão pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e integrar organização criminosa. Souza disse que os acordos de delação (de executivos) e de leniência (da companhia) podem ajudar a “criar as bases para um novo ciclo” de atividades. O quarto maior conglomerado privado do país já demitiu 70 mil dos quase 190 mil funcionários. A receita, porém, cresceu no ano passado por causa do câmbio, de R$ 107 bilhões em 2014 para R$ 130 bilhões. (Mercado a17)
Temer se torna alvo em atos pró-governo no país
Pessoas
contrárias ao impeachment da presidente Dilma foram às ruas ontem (31)
em ao menos 22 capitais. Ao todo, os atos nas capitais reuniram 672 mil,
segundo os organizadores, e ao menos 131 mil, para as PMs. A novidade
ficou por conta das críticas a Michel Temer (PMDB). O vice foi chamado
de “traidor” e “golpista”. Em recado a Temer, o ex-presidente Lula
disse, em vídeo, não haver “poder legítimo se a fonte não for o voto
popular”. Artistas, em evento no Planalto, apoiaram Dilma. Já o ministro
Edinho Silva (Comunicação Social) defendeu o diálogo entre as forças
políticas. “Vamos baixar o tom ou vamos esperar o primeiro cadáver?”
(Poder a4 e a6)
Racha no PMDB faz Dilma adiar a redistribuição de ministérios
Diante
das divergências no PMDB, o governo Dilma deve deixar para a próxima
semana a reformulação do ministério, com a distribuição de mais pastas
para partidos aliados como PP e PR. O adiamento foi sugerido pelo
ex-presidente Lula, que tem defendido que o Planalto avalie melhor as
mudanças para tentar segurar ao menos uma parte do PMDB, partido de
maior peso na Câmara e no Senado. (Poder a8)
‘Meu Deus! Essa é nossa alternativa de poder’,diz Barroso
Em
conversa com estudantes, gravada sem seu conhecimento, o ministro do
STF Luís Roberto Barroso disse que faltam ao país alternativas de poder.
Ele se referia à foto de lideranças do PMDB reunidas no anúncio da
ruptura com o governo Dilma. “Olhei e ‘Meu Deus do céu! Essa é a nossa
alternativa de poder’. Eu não vou fulanizar, mas quem viu a foto sabe do
que estou falando.” (Poder a9)
Defesa do governo afirma que não há ‘pedaladas’ fiscais
Você
contrata um arquiteto, ele faz o trabalho, mas você não paga. O que
ocorre? Você deve dinheiro a ele, mas é claro que não fez empréstimo.
Não se trata de operação de crédito, “uma pedalada”. Assim o professor
Ricardo Lodi defendeu Dilma na Comissão do Impeachment. O governo fez
contrato de serviços, não empréstimo, com instituições como a Caixa.
(Poder a6)
Painel
Edir Macedo rejeita apoio a Dilma, mas promete orações (Poder a4)
Vladimir Safatle
Quem comemora a farsa em curso ignora o porvir (Ilustrada c8)
Editoriais
Leia
“Liquidação no Planalto”, sobre saldão de ministérios promovido pelo
governo, e “Mais segurança nuclear”, acerca de cúpula sobre o tema
(Opinião A2)
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